A entrevista a Gerson Rolim, coordenador brasileiro de Comércio Eletrônico, é matéria de Capa da revista America Economia.
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Por meio de recursos da União Européia e do Mercosul, este projeto visa promover políticas e estratégias comuns, garantindo assim o fomento e disseminação das TICs e seu uso eficaz no fomento da Economia Digital no âmbito do Mercosul.
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Segundo a edição de dezembro/09 do do boletim da Rede Clara, este ano teve início o Projeto Mercosul Digital
O projeto conta com 45 meses de duração e executado em quatro países sul-americanos, com co-financiamento da Comissão Europeia, visa promover políticas e estratégias comuns para o bloco do Mercosul na área da sociedade da informação a fim de reduzir o desnível digital e as assimetrias em matéria de tecnologia da informação e comunicações na região.
Formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, o Mercosul é considerado o terceiro bloco comercial mais bem sucedido do mundo. Seus principais objetivos são a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países, o estabelecimento de uma tarifa externa comum e a adoção de uma política comercial comum. Também visa coordenar as políticas macroeconômicas e setoriais entre os Estados integrantes e à harmonização das legislações, a fim de fortalecer o processo de integração.
Elemento importante para atingir estes objetivos é o desenvolvimento tecnológico da nossa região. Não só para os benefícios que a pesquisa em redes avançadas pode oferecer ao Comércio Digital, mas porque o desenvolvimento tecnológico em si, é um trunfo para o continente. Seguindo esta idéia, em 2004 foi apresentada a proposta do projeto chamado Mercosul Digital. Hoje esta é uma realidade que promete, com a ajuda de RedClara (CLARA), contribuir para o desenvolvimento da América do Sul.
Mercosul em Rede
O Mercosul Digital é uma realidade graças ao esforço e dedicação dos participantes de diferentes países. Como afirma Marta Pessoa, diretora do projeto, “tudo começou em 2004, quando duas instâncias do Mercosul, RECyT e SGT-13, uniram seus interesses para reduzir as assimetrias dentro do bloco, para projetar a aprovação de projeto nessa linha”. Em 2006, foi desenhado o projeto final e em 2008 tornou-se oficial de financiamento da União Europeia e de quatro países do bloco do Mercosul. Em 13 de abril de 2009 se iniciou a fase de execução do projeto. “Este tem sido um grande desafio porque envolve a colaboração entre equipes de quatro países que tinham a tarefa de conciliar os interesses nacionais com o bloco do Mercosul. Acho que este projeto representa um grande desafio porque foi mais um exercício de integração entre esses países”, diz Marta Pessoa.
O projeto em si tem dois componentes temáticos: a escola virtual e o Comércio Eletrônico. Neste sentido, espera-se alcançar resultados em quatro dimensões: a dimensão da educação contínua, que visa criar uma Escola Virtual do Mercosul e a criação de uma estrutura de conexão para o Paraguai; o diálogo político e regulatório, que tem entre suas metas de regulação as redes antispam e antifraude, assim como a proteção de dados pessoais; a infraestrutura, cujo objetivo é a implementação de senhas públicas e certificados digitais; e a dimensão dos serviços e aplicações, que visa criar uma plataforma e-commerce e um Hub e-logístico.
Por agora o projeto está em sua fase inicial. “Está sendo realizada uma licitação preliminar para a contratação de especialistas que definam estratégias e modelos a serem adotados para os dois lados”, diz a diretora.
Embora este ponto tenha implicado em um grande esforço, ainda há algum caminho a percorrer. Entre os objetivos de longo prazo estão o crescimento econômico e tecnológico dos países do Mercosul. Neste sentido, Pessoa afirma: “Esperamos que os resultados alcançados na área do comércio eletrônico permitam o crescimento efetivo do comércio dentro do bloco. Além disso, criamos a rede no aspecto de formação para se sustentar e integrar as iniciativas similares na América do Sul”.
A participação de RedClara (Rede de Cooperación Latino Americana de Redes Avazadas)
Como em muitos outros projetos que buscam o desenvolvimento de redes avançadas na região, CLARA dá um apoio importante para a implementação do Mercosul Digital. Em primeiro lugar, Mark Urban, Gerente de Administração e Finanças de CLARA, foi nomeado e estava atuando como um Contabilista do projeto na primeira fase até o final de 2009. Além disso, assim como o próprio Mark diz, “CLARA tem acompanhado a parte administrativa do Mercosul Digital, em particular, e fornecendo ajuda à abertura da conta do Projeto no Uruguai e apoio nas relações com a Delegação da Comissão Europeia, que é responsável por supervisionar o projeto. Por outro lado, CLARA também fornece suporte em termos de ‘expertise’ em especial para os processos de licitação da Comunidade Europeia, ou de prestação de contas”.
“CLARA é um observador atento do projeto, por sua temática, e se pretende no futuro, de forma mais ativa, apoiar mais ativamente seu desenvolvimento e implementação. Espera-se que o projeto dê apoio e fortaleça a conectividade avançada no Paraguai e permita que a rede nacional do Paraguai se conecte à RedCLARA. A vertente da Escola Virtual do Projeto também poderá se beneficiar das comunidades de pesquisa e educação para desenvolver atividades no âmbito de CLARA. Além disso, o projeto contribuirá para o desenvolvimento da base política regional do ciberespaço”, conclui Urbano.
De sua parte, RedCLARA desempenha, como disse Marta Pessoa, um papel fundamental na criação e implementação deste projeto. “A infraestrutura de conexão fornecida pela RedCLARA é o que torna possível a implementação de redes de formação virtual. Também para a área do comércio eletrônico. Qualquer aspiração de estender os resultados do projeto para toda a América Latina seria impossível sem esta rede”. A possibilidade de ampliar o projeto é de a longo prazo. “Apesar de que, atualmente, os beneficiários diretos do projeto são membros do Mercosul, numa fase posterior, esperamos replicar o modelo do projeto para outros países da América Latina”, finaliza Marta Pessoa.
Informações levam empresário a aderir ao Comércio Eletrônico.
Wellington de Castro é proprietário de uma oficina mecânica e loja de autopeças em Taguatinga, a Mekatronik Serviços Automotivos. No mercado há três anos, ele compra peças pela Internet até no exterior. O empresário reconhece a força do Comércio Eletrônico e sempre teve vontade de participar dele não só como comprador, mas também como vendedor. O que faltava era informação. Isso até ele participar do Ciclo MPE.net 2009 – Ciclo de Seminários de Comércio Eletrônico para Micro e Pequenas Empresas, realizado em Brasília em 29/10/09, e receber as orientações necessárias para levar sua loja para o mundo virtual.
O seminário faz parte do Roadshow nacional, promovido há 06 anos pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), em parceria com o Sebrae, os Correios e o projeto Mercosul Digital, que percorre o país estimulando a inserção das micro e pequenas empresas no Comércio Eletrônico. Durante as palestras são apresentadas ferramentas de marketing e de logística que possibilitam a utilização da rede mundial de computadores como um poderoso instrumento de vendas sem a necessidade de grandes investimentos de recursos.
Depois de conhecer os conceitos, ferramentas e estratégias fundamentais para o sucesso do empreendedorismo na Internet, o empresário ficou convencido de que é um meio seguro de fazer negócios e que é completamente viável participar do comércio virtual. "A venda no balcão é limitada. É restrita a um grupo pequeno de consumidores. Na Internet posso aumentar substancialmente meu volume de vendas e o faturamento da empresa e, ainda, divulgar os serviços da oficina", afirmou.
O empreendedor já começou a colocar em prática os ensinamentos, já está fazendo algumas modificações no site da empresa para adaptá-lo para as vendas e começa a se preparar para abrir novos mercados e fazer negócios pela rede. "Possuo peças difíceis de ser encontradas no mercado e vou disponibilizá-las na Internet como atrativo para loja", disse. "Quero começar 2010 já participando do Comércio Eletrônico", garantiu.
Desde que começou a fazer compras pela Internet, Wellington já chegou a fazer pagamentos de produtos que não recebeu e a experiência o deixava inseguro para participar do comércio eletrônico. Isto até receber orientações precisas sobre pagamento online que, segundo avaliou, vão lhe garantir fazer compras mais seguras pela Internet. "Aprendi a identificar se a loja existe e se o vendedor é idôneo. O conhecimento disponibilizado vai me ajudar a me precaver também como comprador", disse.
Assim como Wellington, cerca de 200 empresários de micro e pequenas empresas da capital receberam informações sobre temas variados:
"Pra mim tudo era novidade, então fiquei em todas as palestras e aproveitei ao máximo todas as informações oferecidas", declarou. Depois do que ouviu, Wellington decidiu procurar o Banco do Brasil para buscar mais informações sobre importações e exportações, que é uma área de interesse do empresário, e o Sebrae no Distrito Federal para ajudá-lo a implantar os ensinamentos que o farão abrir sua loja para o mundo.
Quantidade de conexões à Internet em Banda Larga no Brasil, baseadas nos serviços oferecidos pelas empresas de TV por Assinatura, cresceu 43% no primeiro trimestre de 2009, se comparado com o mesmo período do ano passado. Agora o país conta com 2,8 milhões de assinantes.
Esta informação foi divulgada pela Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) e pelo Sindicato das Empresas de TV por Assinatura (Seta).
De acordo com a ABTA, a base total de assinantes de TV Paga cresceu 17,6% em relação ao mesmo período de 2008, chegando a 6,4 milhões de domicílios em todo o Brasil.
Ainda de acordo com a associação, o faturamento bruto da indústria de TV por Assinatura foi de R$ 2,5 bilhões nos primeiros três meses – incluindo faturamento publicitário –, o que significa um incremento de 27% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo a Pyramid Research, grande adoção de Netbooks será positiva para os serviços de Banda Larga Móvel Na América Latina
O aumento nas vendas de netbooks nos próximos cinco anos resultará no crescimento da demanda por serviços de Banda Larga Móvel e abrirá novas oportunidades para as operadoras de telefonia móvel, já que a tendência é os consumidores atrelarem o uso desses laptops ultracompactos de baixo custo à banda larga móvel, de acordo com um estudo feito pela consultoria Pyramid Research.
Segundo a análise, os netbooks contribuirão para a maior adesão à Internet em Banda Larga nas camadas sociais mais baixas nos países emergentes, se tornando uma importante fonte de receita para as operadoras, que criarão novos serviços de banda larga.
Um dos novos serviços deve ser a “Banda Larga Móvel pré-paga”, modalidade de serviço que algumas operadoras no Brasil já estão oferecendo e que tende a alcançar uma grande demanda, principalmente entre a populção de baixa renda.
"Os netbooks trarão um impacto positivo para as operadoras, que já poderão obter mais receita com os serviços de Banda Larga", afirmou Cristiano Laux, gerente de pesquisa da Pyramid.
Segundo ele, nos países de baixa renda das regiões da Ásia-Pacífico, da América Latina e da Europa, Oriente Médio e África (chamada de EMEA), a maior parte do impacto incremental nas vendas de netbooks será percebido apenas quando o preço dos equipamentos diminuír para menos de US$ 350, o que é esperado para acontecer até o final de 2009.
O estudo aponta que os fabricantes de computadores não estão satisfeitos com a canibalização e a pressão sobre os preços dos laptops tradicionais gerada pelos netbooks. "Por enquanto, eles estão aceitando conviver com a ameaça, temendo que, sem netbooks, a recessão que atingiu as vendas de computadores seja mais intensa do que está sendo", avaliou Laux, deixando a entender que isso deve mudar no longo prazo.